Às vezes eu tenho surtos e choro até dormir.
Outras, acho graça até perder o fôlego. Isso acontece com frequência. Eu minto para mim mesma, escondo verdades óbvias que não quero enxergar. Às vezes penso que tenho transtorno bipolar. Meu humor é extremamente sensível à contigências externas. Logo, é absolutamente normal para eu estar sorrindo em um momento e 3 minutos depois sentir aquela vontade de pular do 12º andar. Sou confusa e meus pensamentos e sentimentos expressam bem essa confusão. Tenho um coração que não se conforma com as variações espaciais e temporais. Ele quer ir a todos os lugares e ao mesmo tempo nenhum. Sou exagerada, o que é claro e evidente em minhas ações. Não vejo a possibilidade de sentir qualquer sentimento sem intensidade. Talvez aí esteja a minha definição. Quero abarcar o mundo com as mãos, quero ler todos os livros do mundo, quero ir embora para a Rússia e viver de Literatura.
Sempre faço promessas para para de roer as unhas. Em vão. Meu nervosismo não permite estas promessas se concretizarem. Tenho mania de perseguição, assusto-me facilmente. E gosto quando as pessoas me acalmam (ou pelo menos tentam). Gosto da solidão, mas prefiro a presença, física ou não, aquela que melhor me complete. Odeio mentiras. Eu já fui sensível a mentiras sinceras. Hoje elas não me interessam mais. Gosto e desgosto das pessoas de maneira rápida e cruel. Tenho um grande defeito: eu amo demais. Não consigo gostar poucos das pessoas. Entrego-me. Sou instável, inconstante, tempestuosa. Mas sou sensível. Quando falo, transbordo. Quando calo, transbordo. Os sentimentos fluem em mim de maneira desconexa e desorganizada, assim como meus própios pensamentos.
Eu sou um caos que não quer se organizar. Eu gosto de ser assim.
Eu sinto demais. Só isso!
Sou virginiana, Me chamo Ester tenho 17 anos e moro em Foz do Iguaçu/PR.